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Nova Friburgo, a capital da lingerie

- 18/05/2018

Mais de um terço da economia de Nova Friburgo, envolvendo o comércio e o turismo, depende da indústria da moda íntima. O município - que comemora o bicentenário de fundação -, concentra o maior polo de confecções de todo o país, que hoje responde por 25% de toda a produção nacional. As tradicionais feirinhas de Itaipava, Petrópolis e Cabo Frio, entre outras, são abastecidas por artigos made in Nova Friburgo.

Apesar dos reflexos negativos gerados pela crise em quase todas as frentes da economia brasileira, os negócios na capital da moda íntima continuam crescendo. O segmento vem investindo na capacitação de trabalhadores para novos desafios e continua contratando funcionários, mostrando que, ao menos na Região Serrana, já existem sinais de recuperação da indústria fluminense.

Um dos desafios recentes foi frear a entrada maciça de produtos importados da China – roupas íntimas de baixo custo, basicamente – para oferecer peças de outros segmentos, com destaque para as linhas praia e fitness, diferenciadas pela  qualidade e o bom gosto. O comportamento do consumidor vem mostrando que a estratégia deu certo: enquanto calcinhas, tangas e cuecas baratas encalham nas gôndolas, aumentam as vendas e os pedidos pelos diferenciados . “As mulheres deixaram de comprar um monte de calcinhas baratas para levar uma quantidade menor, de peças com melhor padrão em material e acabamento” – afirma Marcelo Porto, 49 anos, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo, o SindVest.

 

Grandes negócios na FeVest

Uma demonstração de força da confecção friburguense poderá ser avaliada entre os dias 04 e 08 de julho, quando será realizada a 28a edição da FeVest – Feira da Moda Íntima, Praia, Fitness e Matéria-Prima, no Country Club. Os organizadores esperam um público de 25 mil pessoas, que transformarão os 120 estandes de venda num verdadeiro formigueiro. A estimativa é de que os negócios movimentem mais de R$ 54 milhões.

Marcelo trabalha no ramo de confecção há 27 anos. Preside o SindVest, responsável pela FeVest, há 11 anos. Explica que a capital da moda íntima reúne 1.403 estabelecimentos devidamente legalizados, além de uma grande quantidade que ainda se encontra na informalidade. Estas indústrias de grande, médio e pequeno portes estão localizadas em Nova Friburgo e outras 11 cidades do entorno, entre elas Bom Jardim, Cordeiro, Cantagalo, Duas Barras e São Sebastião do Alto. Estas confecções empregam 13 mil trabalhadores com carteira assinada. Um número semelhante trabalha sem vínculo empregatício, nas chamadas “fundo de quintal”.


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