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Zanzibar, mais que um sonho

- 19/04/2020

Enquanto o mundo submerge em quarentena, nada melhor do que fechar os olhos e deixar a mente viajar pelas maravilhas do planeta.

Que tal dar um passeio até Zanzibar, na Tanzânia, república situada na África Oriental, que tornou-se famosa como centro do comércio internacional do marfim e pelos safáris?  Não se preocupe. Já bastam os diversos canais da tv por assinatura que levam ao ar, diariamente, e durante quase toda a programação, os requintes de crueldade da vida selvagem. Nosso passeio é outro. Vamos conhecer a ilha paradisíaca onde nasceu Freddie Mercury.

Colunista de Turismo do UOL, Felipe van Deursen chama a atenção para o detalhe: no filme Bhoemian Raphsody, que se propõe a contar a biografia do astro do Queen, os roteiristas se esqueceram solenemente de Zanzibar, onde nasceu Farrok Bulsara – como Freddie foi registrado ao nascer. Apesar da lacuna imperdoável, o filme foi indicado a cinco categorias do Oscar.

 Photo by Hunphrey Muleba/ Unsplash

FARROK BULSARA - Os pais de Farrok eram parsis, um povo indiano de origem persa que pratica o zoroastrismo, uma religião que prega o equilíbrio numa luta permanente entre forças antagônicas: o bem e o mal. Viviam em Guajarat, na Índia Britânica, e por motivos de trabalho mudaram-se para Zanzibar, um protetorado britânico na época. E foi lá que Farrok nasceu, em 1946. Ainda criança foi enviado para a Índia para estudar.

Zanzibar conquistou a sua independência em 1963, juntou-se a Tanganica no ano seguinte, no continente, após uma guerra civil que resultou na morte de milhares de pessoas. Desta união surgiu a República da Tanzânia. O novo governo adotou o comunismo e para evitar confrontos num país que misturava cristãos e muçulmanos a família Bulsara achou por bem arrumar as malas e ir embora, levando o pequeno Farrok.

Freddie quando menino, em Zanzibar

A JOIA DO ÍNDICO - Zanzibar é um arquipélago do Oceano Índico com apenas duas ilhas: Unguja (em suaíli) ou Zanzibar e Pemba, separadas do continente pelo canal de Zanzibar.

Apesar de menos conhecida que as vizinhas Ilhas Maurício, tem atrativos naturais incríveis, sobretudo  praias de águas cristalinas e mornas, que estão entre as mais lindas do mundo. A coloração azul-turquesa do mar lembra muito o Caribe. Recifes de corais formam imensas piscinas naturais e rasas.

A praia Nungwi Peninsular é uma das mais populares do destino,  tem uma fábrica de barcos e um aquário de tartarugas. Já a Mangapwani é a mais remota e por isso também a mais tranquila por não ser muito visitada. Apesar de ter mais de 95% de população muçulmana, Zanzibar convive de maneira tranquila com os costumes ocidentais. É comum ver mulheres trajando burcas misturados a turistas de biquínis caminhando pelas areias das praias.

 

Photo by Majkl Velner / Unsplash

CIDADE DE PEDRA - Outro atrativo importante é a Cidade de Pedra (Stone Town), núcleo histórico da cidade e antiga capital do Sultanato de Zanzibar. Um verdadeiro tesouro declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco que guarda séculos de história.

A cidade de Zanzibar, capital do estado de mesmo nome, possui ruas estreitas onde estão localizados mercados, lojinhas, museus, restaurantes e mesquitas. Suas casas antigas com pesadas portas de madeira entalhadas em estilo indiano e prédios coloniais abrigam recordações de um passado que sofreu influências de diversos povos dominadores: Índia, Pérsia, China, Portugal, Grã-Bretanha e árabes.

Lá estão também um antigo palácio, uma casa de banho persa, uma mansão de pedra de coral e varandas de lattice e até uma escola onde pode-se ouvir as crianças recitando versos do Alcorão, o livro sagrado do Islã. A maioria das casas foram construídas no século 19, período em que a cidade era um dos mais importantes centros comerciais do Oceano Índico.

O antigo mercado, na Cidade de Pedra

MERCADO DE ESCRAVOS - Zanzibar é dividida em duas partes e separadas por uma grande rua, a Creek Road: a Oeste a Cidade de Pedra e a Leste as áreas mais novas conhecidas como Ng’ambo com modernos bairros de classe média.

Por ser a parte mais antiga, a Cidade de Pedra exibe vários locais de interesse histórico e monumentos como o Beit el-Ajaib, um palácio construído por um sultão em 1883 e que atualmente funciona como um museu; o Antigo Forte, construído sobre as fundações de uma igreja portuguesa; e a Catedral de Cristo (anglicana), erguida em 1870 no local onde funcionou um grande mercado de escravos.

Photo by Patrick Mueller/ Unsplash

CASA DO SONHO - O roteiro de atrativos inclui ainda a Casa do Sonho, que foi construída em 1883 e usada como salão de festas para antigos sultões e que tem canhões portugueses do século 16; o templo hindi Shakti, uma casa religiosa que presta homenagens aos deuses indianos; a Catedral de São José (católica romana); o Mercado Municipal (o Darajani), a Casa da Paz e as ruínas do antigo Forte Árabe ou Forte Omani.

Zanzibar merece ser visitada com calma, como num sonho, administrando o tempo para  belas fotos, aprender um pouco da história do oriente, ver de perto o cultivo das especiarias e saborear uma culinária com diversas influências, da portuguesa, inclusive. Se o interesse perdurar depois da Quarentena, pegue um avião até São Paulo; de lá, outro até a África do Sul e um terceiro para a Tanzânia. Isto é, depois que as companhias aéreas retornarem à realidade e reorganizarem os seus voos.

 


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